Apenas quatro anos após o nascimento de Greta Thunberg, Israel iniciou o bloqueio marítimo em Gaza. O acesso foi rigidamente restrito e a pesca foi limitada a aproximadamente 5,5 km. Dois anos depois (coincidentemente no aniversário de 6 anos de Greta), Israel oficializou o bloqueio, deixando claro que todo o tráfego marítimo de Gaza ficaria interditado “até segunda ordem”, a fim de evitar que mais armas chegassem ao Hamas. O bloqueio, no entanto, também gerou uma crise humanitária e econômica na região do conflito, impedindo a importação de medicamentos e produtos alimentícios.

Greta Tintin Eleonora Thunberg nasceu em 3 de janeiro de 2003 em Estocolmo, na Suécia. Aos 11 anos, foi diagnosticada com síndrome de Asperger, TOC e mutismo seletivo. Começou a se interessar pela crise climática aos 8 anos e, aos 15, iniciou a campanha “Sextas-feiras pelo Futuro”.

Em julho de 2025, foi organizada a Flotilha Global de Sumud, composta por mais de 40 embarcações de 44 países, totalizando quase 500 pessoas. O objetivo da missão era levar ajuda humanitária e chamar a atenção internacional para as necessidades de Gaza. Greta Thunberg fazia parte da missão e estava a bordo quando, entre os dias 1 e 2 de outubro, Israel interceptou as embarcações da flotilha em águas internacionais. Israel invadiu as embarcações, deteve os ativistas e os enviou para portos de deportação. Os ativistas, por sua vez, denunciaram o episódio como sequestro e, em seguida, maus-tratos.

Greta Thunberg, com um colete salva-vidas laranja e um chapéu verde de “sapinho”, em frente a uma pessoa militar não identificada.

Israel negou as acusações, alegando que a intercepção foi legal e que os ativistas foram tratados de acordo com a lei, recebendo a devida assistência e seriam deportados em segurança. No entanto, especialistas da ONU afirmaram que a intercepção violou a liberdade internacional de navegação e o direito humanitário internacional. Além disso, a União Europeia considera que a detenção de Greta Thunberg e seus colegas ativistas foi ilegal e arbitrária, defendendo que a continuidade do processo judicial israelense contra qualquer um deles não é cabível. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, informou que Israel violou leis internacionais ao interceptar a flotilha, que incluía brasileiros, e determinou ao ministro das Relações Exteriores do Brasil que preste assistência aos brasileiros detidos e utilize todas as ferramentas diplomáticas legais para assegurar que retornem em segurança. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Donald Trump afirmou estar otimista sobre um acordo para Gaza, acreditando na possibilidade de negociação de reféns. Trump também se pronunciou sobre os ativistas, dizendo que Greta é “causadora de problemas” e que precisava visitar um médico para “controlar sua raiva”.

Post no Instagram em que Greta responde à Trump:
“Ouvi dizer que Donald Trump mais uma vez expressou suas opiniões muito lisonjeiras sobre meu caráter, e aprecio suas preocupações com minha saúde mental.
Para Trump: Eu gentilmente aceitaria quaisquer recomendações que você possa ter para lidar com esses chamados ‘problemas de controle de raiva’, já que – a julgar pelo seu impressionante histórico – você também parece sofrer com eles.”

Depois de detida e deportada, Greta disse em Estocolmo que prefere não focar no caso pessoal e nos abusos sofridos, para que a atenção esteja na população de Gaza e não nela. A ativista afirma: há um genocídio acontecendo em tempo real, e os sistemas internacionais estão traindo os palestinos.


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